Projeto A.L.I.CE – Apropriação de Linguagem Interativa no Ciberespaço – Fase 1 e 2 (2006-2009)

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FASE 1 – 2006 a 2007

O projeto de pesquisa A.L.I.CE. – Apropriação de Linguagem Interativa no Ciberespaço – teve como objeto de estudos a interação entre corpos no espaço virtual de dançarinos localizados em locais geograficamente distintos. Esta dança é denominada como uma performance telemática e manifesta-se pelas poéticas surgidas do contato entre artistas e as Novas Tecnologias de Comunicação. O projeto permitiu explorar e refletir sobre os novos desafios e as novas configurações requeridas ao corpo do dançarino, assim como para a própria organização e estética da dança.

O Projeto A.L.I.C.E. levantava as seguintes questões:

  • Como o corpo percebe, manipula e conceitua esse novo espaço e o que nele existe?

  • Quais são as reconfigurações percepto-conceituais e sensório-motoras advindas com a implicação da dança pelo ciberespaço?

  • Se interação está ligada a percepção e troca de informação entre, no mínimo, 2 corpos, e se há uma reconfiguração perceptual, como é que ocorre essa relação entre indivíduos distintos – o de “carbono” e o produzido pelo “silício”?

Assumindo a dança como um pensamento do corpo (Katz, 2005), o ciberespaço como um ambiente inédito promovido pelo advento das novas mídias, ainda em construção e conhecimento, e acreditando que ambos – corpo e ciberespaço – fazem parte de um processo evolutivo do universo, foi utilizada uma base teórica formada por estudos contemporâneos de teorias da comunicação que discutem a Cultura Digital e das ciências cognitivas.

FASE 2 – 2007/2008

No segundo ano de pesquisa, o Projeto A.L.I.CE. priorizou a investigação na relação entre o usuário das tele-comunicações (Internet e telefonia celular) e as obras de dança digital configuradas a partir do conceito de sistema adaptativo. Por dança digital compreendemos as obras criadas pela mediação com as novas tecnologias computacionais, podendo ser trabalhos para palco, computador, Internet ou celular. Por sistemas adaptativos fazemos referência aos processos (tecnológicos ou não) nos quais os elementos envolvidos são inter-dependentes e atuam em busca da auto-organização. Os elementos trocam informação e criam decisões no momento da ocorrência dos acontecimentos, sendo que o resultado gerado a cada instante é compreendido como uma emergência sistêmica (Teoria Geral dos Sistemas, Sistemas Dinâmicos Complexos). Neste projeto utilizaremos como sistemas adaptativos os processos de criação e atuação de dança por improvisação, sistemas computacionais de análise de comportamento para o desempenho colaborativo e/ou de interação entre usuários (Internet e celular), dançarinos e agentes autônomos (robôs).

FASE 3 – 2008/2009

O objeto dessa pesquisa é a dança denominada como performance telemática e que ocorre entre corpos geograficamente distanciados e interligados via Internet. Essa é umas das manifestações estéticas surgidas pelo contato entre artistas e as novas tecnologias de comunicação (Telepresence Art). Esta pesquisa pretende aprofundar os estudos sobre a interação entre indivíduos (agentes) no ciberespaço. Compreendemos como agentes tanto aqueles profissionais envolvidos objetivamente na obra como: dançarinos, músicos, artistas visuais, como também agentes autômatos (robôs) e imagens visuais e sonoras. Além desses, pelo interesse na obra aberto na interatividade no ciberespaço, também consideramos como agentes os usuários das redes(Internet e Telefonia Móvel).

Pretendemos explorar e refletir sobre os novos desafios e as novas configurações requeridas ao corpo do dançarino, assim como para a própria organização e estética desta dança. Após dois anos e meio pesquisando os fundamentos artísticos, conceituais, estéticos e técnicos sobre a dança telemática (VERSUS e Projeto A.L.I.C.E) , pretendemos aprofundar as questões iniciais principais: Como o corpo percebe, manipula e conceitua esse novo espaço-tempo da rede” Quais são as reconfigurações perceptivas, sensório-motoras e conceituais advindas com a implicação da dança pelo ciberespaço” Entretanto, neste projeto essas questões são intensificadas diante da participação de novos agentes e configurações, até então pouco ou não explorados: agentes autômatos e telefonia celular.

A pesquisa será realizada com atividades teórico-práticas que contam com a participação de parceiros de áreas afim com computação, engenharia elétrica e áudio-visual, contando assim com o suporte necessário.

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