DRYWET, study n.1, Skin (Columbus, EUA, 2001) / DRYWET, estudo n.2, Organismo (FILE, São Paulo, 2002) / PELE (Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, Salvador, 2002)

O espetáculo PELE foi criado durante a residência artística de dois meses no Ateliê de Coreógrafos Brasileiros – Ano 1, em 2002, no qual fui contemplada como uma das cinco coreógrafas selecionadas de todo o Brasil. A concepção da obra foi iniciada um ano antes durante meus estudos de doutorado, os quais foram experimentados durante minha temporada como artista residente no Environments Lab (Ohio State University) coordenado aquela época por Johannes Birringer. Durante esse período estudei motion capture, meu interesse principal aquela época, e telemática, a qual fui introduzida com as sessões realizadas periodicamento com a ADaPT – Association of Dance and Performance Telematic. Ainda nos Estados Unidos criei a instalação DRYWET, baseada no entendimento de que a tecnologia precisa ser mais úmida assim como o ser humano, e também a performance DRYWET, study n.1 Skin. No retorno ao Brasil, uma segunda performance foi apresentada dando continuidade a essas ideias: DRYWET – estudo n.2 organismos, na qual utilizei a imagem em tempo real de um aquário repleto de grilos, enfatizando a simultaneidade de vários sistemas vivos no mundo.

A obra PELE, apresentada no Teatro Castro Alves durante a Mostra do Ateliê de Coreógrafos, foi uma reflexão a respeito dos estudos realizados e do desenvolvimento da minha pesquisa de Doutorado na Comunicação e Semiótica da PUC SP. Meu livro Dança na Cultura Digital (Salvador: EDUFBA, 2006) apresenta a tese relatando essa reflexão teórico-prática que inclui a criação de PELE.

PELE

“Este órgão tanto nos transforma como nos singulariza, e é, também, o limite para tocar o outro e para afastar-se dele. Pele é estruturado no pensamento contemporâneo que modificou a compreensão tradicional de tempo e espaço, de presente e ausente, de real e irreal. Um espetáculo criado nas fronteiras entre dança e tecnologia, num processo criativo que reuniu músicos, intérpretes e videomalers.”

FICHA TECNICA

Direção geral e concepção: Ivani Santana

Elenco: Adelena Rios, Joan Menezes, Jorge Alencar, Norma Santana e Paullo Fonseca

Imagem vídeo e câmera: Ana Rosa Marques e Danilo Scaldaferri

Edição de imagem: Marcelo Rodrigues

Cenografia: Fritz Gutmann e Ivani Santana

Iluminação: Irma Vidal

Engenheiro eletrônico: Eusires Amalfi

Musica: Fernando Iazeta

Produção: Atelie de Coreógrafos Brasileiros – ANO 1

Espetáculo concebido para o Atelie de Coreógrafos Brasileiros

PELE foi tambem apresentado

Teatro Castro Alves

_ Abertura da 3a. Bienal SESC de Dança, Santos, 3/11/2002,

_ Mostra SESC de Artes, Ares&Pensares, SESC Ipiranga, São Paulo, 5/11/2002,

DRYWET video-instalação

Concepção e imagens: Ivani Santana

Apresentação: Department of Dance, Ohio State University, EUA.

Pele -study n.1 drywet vídeo performance

Concepção: Ivani Santana

Interpretação: Marlon Barrios-Solano, Amita Nijhawan e Ivani Santana

Câmera close-circuit: Kelly Gottesman

Câmera web: Eric Camper

Música: Guy Klucevsek

Imagem: Ivani Santana

Apresentação: Sullivant Theater, Ohio, EUA.

Pele, estudo n.2 organismos performance interativa

Direção geral, concepção e interpretação: Ivani Santana

Iluminação: Simone Doanatelli

Câmera close-circuit: Marcelo Poveda

Projeto multimídia: Ivani Santana

Imagem: Ivani Santana

Musica: Fernando Iazeta

Apresentação: Festival Internacional de Linguagem Eletrõnica (FILE), Sesc Vila Mariana (São Paulo).

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