e_Pormundos Afeto (Fortaleza, Barcelona, 2009)

Arte da Telepresença em dança com mediação tecnológica

Projeto artístico concebido por Ivani Santana e realizado com o Grupo de Trabalho em Midias Digitais e Arte, financiado pela RNP e coordenado pela Dra.Tatiana Tavares e Dr. Guido Lemos em 2009. O espetáculo contou com a colaboração do i2cat e do Konic Thtr na parte criativa.

Apresentação no dia 6/10/2009, 18 horas Brasil, 22 horas Espanha

Presencialmente:

_Teatro Dragão do Mar, Fortaleza, Ceará, Brasil, 18 horas

_Citilab, Cornellà, Barcelona, Espanha, 22 horas

Virtualmente: www.lavid.ufpb.br/gtmda e www.mapad2.ufba.br

Proposição artística: espetáculo com atuantes distribuídos em espaços remotos via rede de telecomunicação. Por “atuantes” entende-se os dançarinos, músicos, usuários da internet e agentes inteligentes (robôs). Esta configuração articula o espaço do robô com o espaço dos dançarinos que interagem de forma mútua e ainda conta com a participação do usuário na mudança do ambiente virtual 3D do robô.

Proposição estética: articular ambientes com dimensões diferentes – chamados aqui de micro-mundo e macro-mundo, ou seja, com seus eventos interferindo um no ambiente do outro, por exemplo: a ação do robô, midifica a imagem gerada no ambiente do humano/dançarino e vice-versa. O ambiente do macro-mundo (pontos A e C) refere-se ao espaço e a dimensão humana – a dos dançarinos. O ambiente do micro-mundo (pontos B) está o agente inteligente (robô) que tem uma simulação em ambiente 3D (ponto D. Colocamos a imagem final recebida pelo usuário da internet como ponto E. Contando com essas dimensões físicas diferenciadas cuja delimitação (paredes/tela) é preenchida por imagens transmitidas em tempo real pelo fluxo de video transmitido pela telemática, ou seja, de um ponto remoto ao outro (veja ilustração em anexo). As imagens existentes no ambiente do dançarino servirá como estímulo e ignição para sua performance, sendo que essas imagens são geradas pela atuação do robô. Em contrapartida, as ações do dançarino serão responsáveis pela movimentação do robô no espaço. Desta forma entramos em uma rede de implicações de um mundo ao outro, ou seja, entre o ambiente do robô e o do dançarino. Além disso, a música será composta a partir da relação entre esses meios, ou seja, as imagens finais geradas pela intersecção entre esses dois ambiente será responsável pela geração do som (a ser discutido) e ainda contará com as interações dos usuários da internet quando estes interagem com as imagens da simulação 3D.

Conceitualização: Este espetáculo faz uma reflexão sobre o crescimento de dispositivos autômatos na sociedade contemporânea e a distância física que tem sido imposta neste novo cotidiano. O trabalho volta-se para discutir sobre como o afeto, as emoções e as relações interpessoais passaram a ser vivenciadas e administradas nessa cultura do virtual, a qual reposiciona a compreensão sobre a presença e a ausência, sobre o tato e o contato em contrapartida ao visual. Passamos grande parte do nosso tempo em contato com dispositivos digitais que extendem, reduzem, lançam, transportam nossas vidas para outras dimensões. Isso tudo levando em consideração ainda que um computador é um telefone celular. A tecnologia está cada vez mais móvel e mininiaturizada. Vivemos no mundo dos avatares do video game, do GPS, da videoconferênica, das “video-conversas” pelo skype ou msn, das comunidades virtuais que ao mesmo tempo que cabem numa tela de computador são do tamanho do mundo (ou maior já que o todo é maior do que a soma de suas partes). São esses redimensionamentos e transformações da vida contemporânea norteada pela Cultura Digital que o espetáculo de Arte da Telepresença em dança com mediação tecnológica e-PORMUNDOS AFETO pretende abordar. A obra traz os questionamentos sobre as mudanças no nosso comportamento, no nosso entendimento sobre perto e longe, presente e ausente, junto e separado.

Configuração cênica:

Ponto A:

  • Atuante: dançarino A

  • Recebimento de streaming – vindo do ponto D simulação 3D do robô

– vindo do ponto C (camera geral do dançarino C para servir como guia)

  • Envio de streaming: Câmera que capta telas em superposição e envia para ponto B

  • Telas em superposição: 1o. tela tem a imagem desse dancarino A processada pelo Isadora 2a. tela tem a imagem do streaming do ponto D (simulação 3D do robô

Ponto B

  • Atuante: robô

  • Recebimento de streaming: Vindo do ponto A (imagem das telas sobrepostas do ponto A com dançarino e 3D). Obs.: streaming distribuidos para 2 projetores que preenchem duas telas semicirculares circundando o robô

  • Envio de streaming: Câmera que capta robô e seu ambiente e envia para ponto C – tela 1

  • Sensor: Atraves do sensor de “localização” o robo altera as imagens da sua simulação 3D

Ponto C

  • Atuante: dançarino C

  • Recebimento de streaming

    • Tela C1 – vindo do ponto B da câmera que grava robô no espaço dele

    • Tela C2 – Vindo do ponto A (imagem das telas sobrepostas do ponto A com dançarino e 3D)

    • Tela C3 – streaming do ponto D (simulação 3D do robô

  • Câmeras:

    • Câmera C1 capta geral do dançarino C e seu ambiente e:

      • envia para ponto A (para guia do dançarino A)

      • envia para mesa de corte

    • Câmera C3 capta imagens em close da cena e envia para a mesa de corte

  • Envio de streaming

    • Através da mesa de corte segue para a finalização na internet (ponto E)

  • Sensor

    • Atraves do sensor de “localização” no dançarino altera as movimentações do robô.

Ponto D

  • Atuante: usuários

  • Interatividade pelo relação com a imagem 3D

    • Modificar as cores do ambiente ou objeto 3D

    • Gerar sons no contato com cada objeto 3D a partir de sons pré gravados

    • Obs.: essas cores e esses sons são transmitidas para os demais pontos e modificam o “humor” do dançarino estimulando para diferentes ações, portanto, como o robô se movimenta a partir do acionamento do dançarino, logo, ele também é afetado pela interação do usuário da internet

Ponto E

Imagem final vista pelo usuário da internet.

Release de Imprensa 2009

O Grupo de Trabalho de Mídia Digital e Artes lançam, nesta terça feira dia 6 de outubro de 2009 às 18 horas, o primiero espetáculo de dança realizado com a interação entre dançarinos, robô e público em tempo real distribuídos em espaços remotos via rede de telecomunicação. A coreógrafa Ivani Santana, coordenadora do grupo de pesquisa Poética Tecnológica na Dança é a idealizadora do “e-PORMUNDOS AFETO” no qual qualquer internauta poderá participar do espetáculo em forma de um avatar (uma animação em 3D de figura humana) e que terá ainda a possibilidade de modificar a cenografia e a trilha sonora do espetáculo. Dançarinos localizados em Fortaleza e em Barcelona estarão dançando em tempo-real e contarão também com a participação do robô Galathéia que estará em Natal é será tele-guiado a partir dos sensores colocados no corpo da dançarina brasileira. Este espetáculo faz uma reflexão sobre o crescimento de dispositivos autômatos na sociedade contemporânea e a distância física que tem sido imposta neste novo cotidiano. A obra discute sobre como o afeto, as emoções e as relações interpessoais passaram a ser vivenciadas e administradas nessa cultura do virtual, a qual reposiciona a compreensão sobre a presença e a ausência, sobre o tato e o contato, sobre próximo e distante. Passamos grande parte do nosso dia atrelados a dispositivos digitais que extendem, reduzem, amplificam, transformam e transportam nossas vidas para outras dimensões. São esses redimensionamentos e transformações da vida contemporânea norteada pela Cultura Digital que o espetáculo de Arte da Telepresença “e-PORMUNDOS AFETO” pretende abordar. O GTMDA é um coletivo que conta com os especialistas como do LAVID/UFPB, Laboratório Natalnet/UFRN, dentre outros, além da coreógrafa e pesquisadora especializada em dança com mediação tecnológica Ivani Santana e do grupo catalão Konic thtr (Rosa Sánchez e Alain Baumann), pioneiro no uso da tecnologia na dança na Espanha. O projeto tem o suporte da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa e, na Espanha, conta com o apoio da Fundació i2CAT, Internet i Innovació Digital a Catalunya e do Citilab-Cornellà da Espanha. Além da participação pela Internet através dos sites www.lavid.ufpb.br/gtmda e www.mapad2.ufba.br, o espetáculo poderá ser assistido presencialmente no Teatro Dragão do Mar em Fortaleza/Ceará e no Citilab – Cornellà, em Barcelona/Espanha. O Grupo de Trabalho em Mídias Digitais e Artes é coordenado por Tatiana Tavares e Guido Lemos (UFPB).

Ficha Técnica

Coordenação GTMDA: Tatiana Tavares e Guido Lemos (LAVID/UFPB)

Concepção e direção artística geral: Ivani Santana (GP Poética/UFBA)

Direção artística e tecnológica na Espanha: Rosa Sánchez e Alain Baumann [Kònic thrt]

Dançarinos Brasil: Aline Rosas, Fernando Silva (GP Poética/UFBA)

Dançarina Espanha: Carme Torrent [Kònic thrt]

Músico Brasil: Guilherme Bertissolo (GP Poética/UFBA)

Músico Espanha e desenvolvedor de interfaces: Alain Baumann [Kònic thrt]

Vídeo e câmera: Anderson Soares Caldas (GP Poética/UFBA)

Imagem interativa: Marcella Brayner e Ivani Santana (GP Poética/UFBA)

Engenharia de Rede: equipe do LAVID/UFPB: Erick Melo, Ricardo Dias, Alexander Pinto, Julio Cesar Silva, Rennan Toscano.

Robótica e Ambiente 3D: equipe NatalNet/UFRN: Luiz Marcos Garcia Gonçalves (coordenador), Rummenigge Rudson Dantas, Josivan Xavier, Julio Cesar, Claudio A. Schineider e Renato Gardiman, colaboração de Aquiles M.F. Burlamaqui (UERN) , Denio M.T. Sousa (CEFET/PB)

Suporte: Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, Fundació iCAt2, Mercat de les Flors, Citilab, Departamento de Cultura da Catalunha.

Agradecimentos: Fernando Carvalho, Guido Lemos, Marco Antonio Nogueira Fernandes, Claudete Alves, Luiz Claudio Mendonça, Maria de Fátima B. Carvalho, Rafael Bittencourt e Jeronimo Bezerra.

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